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Ensaios sobre teoria da história

Georg Simmel

108 páginas

ISBN: 9788578660376

Tradução: Estela dos Santos Abreu

Radical alteração sofreu a ideia de História na modernidade. Até então existiam histórias no plural – a história de uma cidade, a história de uma guerra –, sempre referidas a fatos e fenômenos específicos, cuja rememoração subordinava-se ao ideal pedagógico expresso por Cícero: a história como mestra da vida. Era preciso conhecer o passado para aprender com ele, pois as situações se repetiam, conservando, no essencial, a mesma estrutura.


    Só no mundo moderno a vida dos homens passa a ser compreendida como um único grande processo estendido no tempo. Novas teorias pretendem apreender o passado, o presente e o futuro como uma totalidade dotada de sentido, que engloba e unifica as histórias particulares. Surge a filosofia da História, que atinge a culminância com Hegel.


    O pensamento histórico reflete sobre si mesmo e experimenta de modo novo o transcurso do tempo. Começa a acreditar na possibilidade de manejar racionalmente a História e programá-la. A ideia de progresso assume um lugar central. Logo surge um sentimento de urgência em relação ao futuro já antevisto, cuja chegada deve ser acelerada. Desde a Revolução Francesa até o século XX, a ideia de antecipar o futuro provoca tragédias.


    Kant anteviu a chave do enigma: o paradoxo de uma história a priori, afirmou, só se torna possível quando o próprio adivinho organiza os acontecimentos que ele mesmo prognosticou.


    Georg Simmel pertence à geração de pensadores alemães que se propôs a completar a tarefa iniciada por Kant mediante uma "crítica da razão histórica". No fim da vida, depois de três diferentes edições de "Problemas da filosofia da história", escreveu: "Se ainda tiver forças, espero trazer à luz alguns aspectos fundamentais que a teoria da História deixou de lado até aqui."


    Simmel não viveu o suficiente para preparar a quarta edição de seu livro, mas entre 1916 e 1918, ano de sua morte, escreveu esses três ensaios que mostram os aspectos centrais de suas preocupações tardias com a teoria e a filosofia da História.


                        César Benjamin



Será possível estabelecer um saber universal sobre o mundo histórico? Como se pode fixar em conceitos estáticos e recorrentes o que, por essência, é mobilidade e mudança permanente? Como, a partir da experiência vivida, somos conduzidos a essas construções teóricas que chamamos História? Que operações são necessárias para que um acontecimento se torne História? Como o tempo descontínuo da História se relaciona com o tempo contínuo da vida? Que lugar o conceito de evolução ocupa no saber histórico? Por que a reconstituição histórica é um processo necessariamente criativo, que agrega e elimina informação? Qual a especificidade desse saber?

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             Apresentação

             Sumário


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