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284 páginas

ISBN: 978-85-7866-111-3

Tradução:<p> César Benjamin<p> Eliana Aguiar<p> Vera Ribeiro<p> Verrah Chamma

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) continua a ser um dos autores mais controvertidos da era moderna. Foi "o Newton da moral", segundo Kant, "a cabeça revolucionária da qual Robespierre foi apenas a mão executora", segundo Heine, "o maior pensador do século XVIII", segundo Giovanni Reale. Para alguns é individualista e liberal; para outros, coletivista e socialista. Para alguns é iluminista; para outros, anti-iluminista. Para todos, por causa de Emílio, é o primeiro teórico da pedagogia moderna.<P> Publicou obras em filosofia, política, educação e moral, além de óperas, romances e cartas, sempre com um estilo notável. Kant escreveu: "Devo ler e reler Rousseau até que a beleza de seus textos não me perturbe mais. Só assim conseguirei entendê-lo com a razão."

Sua vida e sua obra se fundem: nunca teve uma profissão estável nem um lugar definido na sociedade. Sempre foi pobre e chegou a conhecer a miséria. Foi perseguido. Teve uma existência errante, sentindo-se estrangeiro em todo lugar. Leu muito, desde criança. Na condição de autodidata, não manteve vínculos permanentes com nenhuma tradição intelectual específica. Morreu marginalizado, mas a posteridade o resgatou: os revolucionários franceses transladaram solenemente seus restos mortais para o Panteon em 1794.

A obra de Rousseau permanece extremamente atual, pois enfatiza um dos problemas fundamentais – e não resolvidos – da filosofia política: é possível que o homem viva livremente em sociedade? Hobbes já havia percebido que o estado de natureza, marcado pela luta de todos contra todos em busca do próprio prazer, contém uma contradição interna que o força a evoluir, pois a paz acaba se impondo como necessidade primeira. A luta sem fim se torna desvantajosa para todos. Por isso, os indivíduos são levados a renunciar à plena liberdade e a reconhecer um poder disciplinador, o Leviatã, que se impõe pela força, a qual cria o direito. Organiza-se, assim, o estado civil.

Rousseau admira essa formulação, mas a critica. Para ele, ceder à força é um ato de pura necessidade e prudência, de modo que o "direito do mais forte", de Hobbes, é uma expressão sem sentido: a força não inaugura um direito. Como o retorno ao estado de natureza é impensável, é preciso fundar de outra maneira a sociedade.

Sua solução passa por uma nova formulação: liberdade é obediência espontânea à vontade geral – "a razão em sua dimensão prática" –, que é soberana e se expressa na forma de leis universais. É preciso criar homens que, por si mesmos, desejem moldar livremente as instituições necessárias para a sociedade sobreviver. Daí seu interesse pela educação. Daí sua importância hoje.

Este volume traz textos do espanhol Joaquín Xirau, do húngaro Karl Polanyi e do inglês Ernest Hunter Wright, além do famoso estudo introdutório que Charles Edwyn Vaughan escreveu para as Obras completas do filósofo. Completam o livro longas citações de 25 pensadores, dos séculos XVIII ao XX, sobre Rousseau.

<BR> César Benjamin

 R$ 62,00    R$ 43,40
             Apresentação

             Sumário


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