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Maomé e Carlos Magno: o impacto do Islã sobre a civilização europeia

Henri Pirenne

312 páginas

ISBN: 9788578660321

Tradução:Regina Schöpke e Mauro Baladi

Desde a Antiguidade, um processo civilizatório foi construído em comum pelo trabalho, simultâneo ou sucessivo, de egípcios, sírios, fenícios, gregos e romanos, cuja existência gravitava em torno do Mediterrâneo. Vida econômica e social, religiões, costumes e ideias se misturavam.<p>
  Tal unidade sobreviveu à queda de Roma no início do século V. Mesmo depois da invasão dos germanos, essa civilização continuou culturalmente romana e geograficamente mediterrânica. A ruptura só ocorreu no final do século VII, com a súbita e inesperada ascensão do Islã, que a partir de Maomé (571-632), em pouco mais de cinquenta anos, arrebatou sucessivamente o Império Persa (637-644), a Síria (634-636), o Egito (610-642), a África (698), a Espanha (711), a Córsega, a Sardenha e a Calábria.<p>
    Só então deixa de existir a milenar comunidade mediterrânica que sobrevivera ao Império Romano. O Mediterrâneo, Mare Nostrum, que ligava a Europa Ocidental ao seu entorno, converte-se em uma barreira que a isola. O culto do profeta toma o lugar da fé cristã. O direito muçulmano substitui o direito romano. A língua árabe se sobrepõe às línguas grega e latina. Duas civilizações passam a conviver, em conflito.<p>
    A desaparição da navegação mediterrânica carrega consigo o comércio e a indústria. As cidades, cuja atividade ela sustentava, se despovoam e caem em ruínas. A economia urbana é substituída por uma economia rural sem mercados. A Europa dobra-se sobre si mesma, e o seu centro de gravidade se desloca do sul para o norte. As tribos gaulesas e germânicas, até então confinadas à barbárie, ocupam doravante, no Império Carolíngio, uma posição central, enquanto Roma torna-se uma fronteira. Começa aí a Idade Média, gigantesca transformação na civilização europeia, matriz do Ocidente moderno.<p>
    "Sem Maomé", diz Henri Pirenne neste livro notável, "Carlos Magno seria inconcebível."<p>
                        César Benjamin<p>
"O final do século VIII viu realizar-se na Europa Ocidental um estado de coisas sem precedentes. Pela primeira vez desde a aurora dos tempos históricos o foco, não somente do movimento político, mas do movimento geral da civilização, transfere-se da bacia do Mediterrâneo para a do mar do Norte. O eixo do Império Romano estava na Itália; o do Império Carolíngio está situado na região compreendida entre o Reno e o Sena. As tribos gaulesas, que durante tantos séculos, perdidas no ponto extremo setentrional do mundo civilizado, haviam sido consideradas como extremi homini, ocupam doravante uma posição central. É Roma que se encontra agora relegada e como que atirada para a fronteira da nova Europa. Talvez não se tenha refletido suficientemente sobre a importância dessa transformação." <P> <Br>                         Henri Pirenne <p>
O belga Henri Pirenne (1862-1935) foi um dos maiores historiadores do século XX. Para Marc Bloch, "é necessário repetir o valor das qualidades que fazem de cada uma das obras de Pirenne, desde o seu lançamento, clássicos da historiografia, no sentido próprio do termo".
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